A esporotricose é uma doença fúngica que preocupa os tutores de gatos, porque ela é contagiosa, oferece risco para humanos e outros animais e causa lesões sérias na pele do animal.
Neste artigo vamos explicar mais sobre esporotricose felina, quais são seus principais sintomas e contar um pouco sobre o tratamento.
O que é esporotricose?
A doença é como uma micose subcutânea causada por um fungo Sporothrix. No entanto, essa espécie de fungo em gatos causa complicações severas e deve ser tratada ao primeiro sintoma.
O fungo, invisível a olho nu, pode estar em plantas, troncos, galhos, matéria orgânica em decomposição e até mesmo no solo. Por esse motivo, a esporotricose já foi conhecida como “doença do jardineiro”. No final do século XIX, cientistas descobriram que devido algumas particularidades, a espécie que acomete felinos e humanos mutava com facilidade, o que faz com que seja resistente a medicamentos e tenha alto grau de virulência.
Sintomas de esporotricose em gatos

O início da esporotricose em gatos é silencioso, são pequenas feridas na pele que parecem não cicatrizar, acompanhadas de coceira. Os sintomas evoluem rapidamente e por isso é comum que muitos tutores só percebem quando as feridas ou nódulos já estão grandes.
Os sintomas mais comuns são:
- Feridas que não cicatrizam nas orelhas, focinho, cabeça e patas;
- pele com aspecto áspero e mais grossa na região das feridas;
- coceira - que pode fazer o gato se machucar mais;
- nódulos ou “calombos” subcutâneos, que podem evoluir para úlceras secretivas;
- emagrecimento e perda de apetite;
- secreção nasal;
- espirros, excesso de lágrimas e dificuldades para respirar em casos mais graves.
Gato com esporotricose: como acontece a transmissão?

Há duas maneiras de o gato ter contato com a doença. A primeira é por meio da transmissão por outro animal contaminado, durante brigas. Já a segunda se dá em ambientes contaminados. Normalmente o felino tem alguma ferida ou arranhão e na hora de cavar, escalar ou brincar no próprio apartamento entra em contato com o fungo.
O que dificulta a detecção da esporotricose em gatos é um fator comum: os bichanos são excelentes em disfarçar desconfortos, e muitas vezes os tutores demoram a notar que algo não vai bem.
É comum que muitos tutores acreditem que a doença fique localizada em apenas uma área, por isso na hora de pesquisar sobre a zoonose muitos usam termos como esporotricose na orelha do gato, esporotricose na pata do gato, esporotricose no nariz do gato, esporotricose em focinho. Lembre-se, apesar das feridas aparecerem nessas regiões, elas podem se espalhar por outras áreas do corpo e sua evolução chega a afetar o sistema respiratório. Por isso, ao primeiro sinal de feridas em gatos que não cicatrizam, busque ajuda profissional.
Tratamento da esporotricose em gatos
Apesar de evoluir com rapidez, é preciso ter em mente que a esporotricose tem cura. O primeiro passo é levar o animal ao médico veterinário.
O tratamento é feito com medicamentos que combatem a ação do fungo, aliviam o incômodo, estimulam a cicatrização, minimizam os desconfortos e evitam a transmissão para humanos e outros animais.
Os medicamentos usados no combate à esporotricose são prescritos pelo médico veterinário e combinados com a limpeza diária das lesões, uso de pomadas e realização de exames laboratoriais e clínicos para acompanhar a evolução do tratamento.
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